O cancelamento de 32 datas da “PCD Forever Tour” acendeu um alerta sobre a real força de retorno das Pussycat Dolls. Apesar da base relevante de ouvintes nas plataformas digitais, alguns fatores ajudam a explicar a baixa adesão do público, especialmente na América do Norte.
Um dos principais pontos é a formação incompleta. A turnê conta apenas com Nicole Scherzinger, Ashley Roberts e Kimberly Wyatt, deixando de fora nomes importantes como Melody Thornton, Carmit Bachar e Jessica Sutta — ausência que gerou frustração entre fãs.
Outro problema foi a falta de um hit forte para impulsionar o retorno. O single “Club Song” teve repercussão tímida e não alcançou o impacto de lançamentos anteriores, como “React”, além de contar com pouca divulgação fora das redes sociais.
Por fim, houve uma superestimação da demanda. A escolha por arenas grandes, como o Madison Square Garden, não condiz com o atual alcance do grupo no mercado norte-americano. Sem grande promoção e com um retorno considerado “incompleto”, a turnê acabou não sustentando a venda de ingressos.
Enquanto isso, a agenda europeia segue confirmada — onde historicamente o grupo tem melhor recepção — indicando que o problema pode estar mais na estratégia do que na relevância do nome.