Quarta-feira, 03 de junho de 2026
Por Redação Rádio Continental | 3 de junho de 2026
Marilyn Monroe completaria 100 anos em 1º de junho de 2026, e a data reaviva um dos maiores enigmas da história do entretenimento mundial. A atriz morreu em agosto de 1962, aos 36 anos, em circunstâncias oficialmente classificadas como “provável suicídio” — mas repletas de contradições que alimentam teorias e especulações até hoje. No centro do mistério estão os supostos relacionamentos da estrela com os irmãos John e Robert Kennedy, respectivamente presidente e procurador-geral dos Estados Unidos à época, e indícios de que as circunstâncias reais de sua morte teriam sido deliberadamente encobertas por razões políticas.
O jornalista britânico Anthony Summers dedicou anos à investigação do caso, entrevistando mais de 700 pessoas, entre elas a governanta da atriz e familiares de seu último psiquiatra. Em seu livro de 1985, base do documentário da Netflix “O Mistério de Marilyn Monroe” (2022), Summers concluiu não haver provas de assassinato, mas afirmou que “as evidências da noite em que ela morreu indicam que foi inventada uma história”. Entre as inconsistências levantadas, está a discrepância entre o horário oficial da morte — madrugada do dia 5 de agosto — e testemunhos que apontam para a noite anterior, além de relatos sobre a visita de Robert Kennedy à casa da atriz naquele dia.
Para Summers, a versão mais provável segue sendo a de uma overdose acidental, possivelmente agravada pelo estado emocional em que Monroe se encontrava. O que permanece evidente, no entanto, é que a pressão descomunal a que foi submetida ao longo da vida pesou de forma determinante sobre seu fim. No centenário de seu nascimento, Monroe segue sendo muito mais do que um ícone cultural — foi, nas palavras do próprio jornalista, “uma mulher brilhante, inteligente e ótima atriz, submetida a uma pressão quase insuportável.”