Terça-feira, 21 de julho de 2026
Por Redação Rádio Continental | 20 de julho de 2026
O vocalista do The Cure, Robert Smith, criticou duramente a decisão da FIFA de realizar um show de intervalo na final da Copa do Mundo de 2026. Em publicação nas redes sociais da banda, o músico ironizou o espetáculo comandado por Chris Martin, do Coldplay, com apresentações de Madonna, Shakira, Justin Bieber e BTS, além de atacar o presidente da entidade, Gianni Infantino, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em tom de deboche, Smith classificou a iniciativa como “pão e circo” e afirmou que o problema não está nos artistas, mas na transformação da decisão do Mundial em um grande evento comercial.
Após a repercussão da publicação, o cantor esclareceu que sua crítica não era direcionada aos músicos envolvidos, nem ao próprio Chris Martin. Segundo ele, a discordância está na adoção do modelo de entretenimento do Super Bowl em um dos eventos mais tradicionais do futebol. Smith também ironizou a participação de Infantino e Trump na cerimônia de entrega da taça, reforçando seu posicionamento contrário ao novo formato adotado pela FIFA.
A manifestação do artista reacendeu o debate sobre a chamada “Super Bowlização” da Copa do Mundo. Além do show de intervalo, mudanças como as pausas obrigatórias para hidratação e o aumento do espaço destinado ao entretenimento e à publicidade têm dividido opiniões entre torcedores e especialistas, que discutem o equilíbrio entre tradição esportiva e espetáculo comercial no principal torneio de futebol do planeta.