Sexta-feira, 06 de novembro de 2026

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HERANÇA DE MICHAEL JACKSON: DISPUTA DE US$ 600 MILHÕES EXPÕE CONFLITO NA ADMINISTRAÇÃO DO ESPÓLIO

Dezessete anos após a morte de Michael Jackson, a fortuna do Rei do Pop voltou a ser motivo de uma disputa judicial. Paris Jackson, filha do cantor, entrou com um pedido na Justiça de Los Angeles para que 600 milhões de dólares, aproximadamente 3 bilhões e 200 milhões de reais, sejam transferidos para um fundo familiar destinado a ela e aos irmãos, Prince e Bigi.

A herdeira questiona a administração do patrimônio e afirma que os recursos previstos para beneficiar os três filhos ainda não foram disponibilizados conforme os desejos deixados pelo artista em seu testamento. Segundo a petição, o fundo deveria garantir rendimentos aos herdeiros a partir dos 21 anos, além de liberar parcelas do patrimônio quando completassem 30, 35 e 40 anos. Paris também cobra explicações sobre a gestão financeira do espólio, incluindo despesas, pagamentos de honorários advocatícios e a remuneração dos administradores. Ela argumenta que o patrimônio acumulou receitas bilionárias desde a morte do cantor, em 2009, e que existem recursos suficientes para iniciar o financiamento do fundo familiar.

Entre os negócios citados estão a venda de participações na editora musical EMI, a negociação de ativos com a Sony e a comercialização de propriedades ligadas ao artista. Segundo documentos apresentados pela filha, o espólio teria aproximadamente 850 milhões de dólares em caixa e aplicações de alta liquidez no fim de 2024. Os administradores do patrimônio, no entanto, contestam as acusações. Em manifestação à imprensa, representantes do espólio afirmaram que mais de 200 milhões de dólares já foram destinados em benefício dos herdeiros e que existem pendências judiciais e tributárias que impedem a transferência integral dos recursos. Entre elas está uma disputa com a Receita Federal dos Estados Unidos, que chegou a cobrar cerca de 700 milhões de dólares em impostos e multas.

A defesa de Paris rebate a justificativa e sustenta que parte do dinheiro poderia ser transferida mesmo antes da resolução de todas as questões fiscais. A Justiça de Los Angeles deverá analisar o pedido em uma audiência marcada para 4 de dezembro. Michael Jackson morreu em junho de 2009, aos 50 anos, deixando um patrimônio que, apesar das dívidas existentes na época, passou por uma recuperação financeira significativa graças à exploração de seu catálogo musical, direitos autorais e outros negócios.

O caso coloca novamente em evidência o tamanho da fortuna construída pelo artista e os conflitos que ainda envolvem a administração de seu legado, mesmo quase duas décadas depois de sua morte.

Foto: Divulgação.

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